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ONU: Qual é sua relevância atual?

  • Foto do escritor: Geo Expand
    Geo Expand
  • 28 de nov. de 2024
  • 6 min de leitura

Atualizado: 18 de dez. de 2024

Como a ONU surgiu? - Sua história e missão original

A Organização das Nações Unidas (ONU) foi criada em 1945, logo após o fim da Segunda Guerra Mundial. O mundo estava marcado pelos horrores do maior conflito global da história e pelo desejo de evitar uma repetição da situação, que posteriormente levou à fundação da ONU. O objetivo inicial era muito claro: promover a paz, garantir a segurança internacional e encontrar soluções eficientes para problemas globais de forma pacífica. A Carta das Nações Unidas foi assinada por 51 países com a missão de evitar a guerra e promover o bem-estar social e econômico da humanidade.

Desde o início, a ONU tem se esforçado para ser um espaço onde países possam dialogar e resolver conflitos sem recorrer à violência. Mas seus objetivos vão além disso. A organização também carrega o compromisso de proteger os direitos humanos, lutar por justiça social e unir nações em torno de causas essenciais, como educação, saúde e cuidado com o meio ambiente.


Por que a ONU ainda é relevante hoje?

Em poucos séculos, a ONU se tornou um pilar fundamental no mundo, um espaço onde países podem se reunir para encontrar soluções, promover a paz e enfrentar os desafios globais juntos. Em um mundo cada vez mais complexo, ela continua sendo um lugar onde nações de diferentes regiões podem dialogar, colaborar e buscar respostas para os maiores problemas que afetam a todos nós.

Desde sua criação, a ONU tem se destacado na defesa dos direitos humanos, algo que ficou marcado na Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948. Mas sua atuação vai muito além disso. A organização tem liderado esforços para combater a pobreza, reduzir as desigualdades e lutar contra as mudanças climáticas, por meio de iniciativas como a Agenda 2030 e seus 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).


A ONU na Atualidade - Como a ONU atua em questões globais?

Em um mundo onde os desafios se tornam cada vez mais difíceis, a organização continua a ter um papel vital, especialmente em três áreas principais: segurança internacional, ajuda humanitária e questões sociais e ambientais.


  • Segurança internacional: A organização mantém diversas missões de paz ao redor do mundo, como na República Centro-Africana e no Sudão do Sul. Essas missões envolvem o envio de forças de paz (grupos de soldados ou equipes enviadas pela ONU para ajudar a manter a paz em lugares que estão em guerra ou com conflitos. Em vez de lutar, essas forças trabalham para garantir que as brigas parem, proteger as pessoas e ajudar na recuperação dos lugares afetados) para zonas de conflito, para que os países possam ser reconstruidos socialmente e politicamente. Nem sempre essas missões sucesso, especialmente quando grandes potências estão envolvidas ou quando a situação é muito complexa.


  • Ajuda humanitária: É um apoio vital em momentos de crise, atuando como uma das principais fontes de ajuda humanitária. Agências como o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), o Programa Mundial de Alimentos (PMA) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) trabalham sem parar para levar alimentos, cuidados médicos e outros recursos essenciais a milhões de pessoas em situações precárias. Seja após desastres naturais, como o terremoto no Haiti, ou em crises de refugiados, como a guerra na Síria, essas agências estão lá para oferecer suporte e esperança em meio ao sofrimento.


  • Questões sociais e ambientais: Ela está na linha de frente das negociações globais, como as Conferências das Partes (COP), onde líderes de diferentes países se reúnem para tentar chegar a acordos que reduzam as emissões de gases de efeito estufa e ajudem a controlar o aquecimento do planeta. Com a Agenda 2030 e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, onde a luta contra as mudanças climáticas seja feita junto com a eliminação da pobreza e a criação de uma sociedade mais justa e igualitária. O objetivo é garantir que todas as pessoas, hoje e no futuro, possam viver em um planeta saudável e ter uma vida digna, onde todos possam prosperar sem que isso signifique sacrificar a saúde do planeta.


  • Exemplos recentes de ação da ONU: Se envolveu diretamente em várias crises internacionais, como a guerra na Síria, onde ainda trabalha para fornecer ajuda humanitária e apoiar os esforços de paz. Outra ação significativa foi no Mali, onde forças de paz têm atuado para manter a estabilidade em um crescente extremismo e instabilidade política.


A ONU e a Politização

Apesar do seu objetivo de promover a paz e a cooperação entre os países, a ONU enfrenta um grande desafio, a politização de suas ações. Com 193 países membros, a ideia era que a ONU fosse um espaço neutro onde todas as nações pudessem sentar juntas, discutir suas diferenças e encontrar soluções para as mesmas. Mas, na prática, as coisas nem sempre acontecem assim.

Um dos principais motivos para essa politização está no Conselho de Segurança da ONU, que tem cinco membros permanentes — Estados Unidos, Rússia, China, Reino Unido e França — com direito a veto. Isso significa que qualquer um desses países pode impedir uma decisão, mesmo que todos os outros 10 membros do Conselho estejam de acordo. Esse sistema foi criado para garantir que as grandes potências tivessem um papel importante nas decisões, mas na realidade, acabou se tornando um obstáculo para a eficácia da organização, fazendo com que a a organização muitas vezes pareça dividida e ineficaz quando é mais necessário que ela seja uma força maior.


O poder de veto e os bloqueios no Conselho de Segurança

Os vetos são usados com frequência em situações que envolvem as grandes potências ou quando os interesses políticos dos membros permanentes estão em jogo. Um exemplo claro disso foi durante a guerra na Síria, quando propostas de resoluções para intervir no conflito foram vetadas pela Rússia e pela China, que apoiavam o regime de Bashar al-Assad. Da mesma forma, os EUA usaram seu poder de veto em diversas resoluções que tratavam de questões do Oriente Médio, como a Palestina.

Esse bloqueio constante tem gerado frustração e levado as pessoas a questionarem a eficácia do Conselho de Segurança. Quando a ONU deveria agir de forma rápida e decisiva em crises internacionais, ela se paralisa e se torna incapaz de cumprir seu papel. Como resultado, muitos veem a organização como uma entidade que não consegue ser imparcial ou eficiente, o que faz com que ela seja considerada, por alguns, desnecessária e ineficaz.


Casos de politização em outras áreas da ONU

A politização vai além do Conselho de Segurança, ela também está presente na Assembleia Geral, onde as tensões ideológicas entre os países são comuns. Questões importantes, como os direitos humanos, controle de armas e até decisões sobre o financiamento da organização, muitas vezes se tornam espaço para disputas políticas. Em muitos casos, em vez de usarem a ONU para encontrar soluções que beneficiem a todos, países com políticas específicas utilizam esse espaço para promover seus próprios interesses. Isso torna difícil para a organização manter seu papel de mediadora imparcial e eficaz, e muitas vezes impede que se chegue a soluções concretas para os problemas globais.


A Relevância da ONU em um Mundo Multipolar

A ordem mundial (sistema de relações políticas, econômicas e sociais que organiza e regula a interação entre os países) está mudando rapidamente, e com isso, a forma como a ONU opera também está mudando. O crescimento de potências como a China, a Índia, o Brasil e outras nações do sul global criou uma nova situação geopolítico, onde a influência de diferentes países está mais distribuída do que nunca. Esse cenário tem pressionado a organização a se adaptar a um mundo mais multipolar, onde os interesses e as prioridades dos países nem sempre estão alinhados.

Nos últimos anos, vimos como essas potências emergentes têm buscado mais espaço e representação dentro da ONU, especialmente no Conselho de Segurança. Países como a Índia e o Brasil têm feito esforços significativos para se tornarem membros permanentes, argumentando que o Conselho, não reflete mais a realidade geopolítica do século XXI, em que as nações em desenvolvimento têm um papel cada vez mais relevante. Para que a ONU continue a ser uma organizacão eficaz, ela precisa evoluir e se tornar mais inclusiva, representar de maneira mais justa as mudanças no equilíbrio de poder global.


Desafios e oportunidades para a ONU em um mundo fragmentado

Com a diversidade de interesses e prioridades entre os países, fica cada vez mais difícil encontrar um "terreno" comum para resolver questões globais. Além disso, a intensificação das rivalidades entre as grandes potências tem tornado mais complicado para a ONU cumprir seu papel de mediadora e resolver conflitos de forma eficaz.

Mas, por outro lado, também surgem oportunidades. O fato de que mais países estão sendo ouvidos pode ser um ponto positivo, pois significa que a organização pode trazer diferentes perspectivas e abordar os problemas de maneira mais completa e representativa. Em um mundo onde as divisões estão crescendo, a ONU pode se tornar um dos poucos lugares onde nações com interesses variados podem se encontrar, dialogar e, quem sabe, encontrar soluções para os maiores desafios que enfrentamos.


Conclusão

Desde que foi criada, a organização tem sido um símbolo de esperança e um espaço vital para promover a paz, a cooperação e o progresso ao redor do mundo. Para que possa cumprir seu papel de forma eficaz, precisa se tornar mais inclusiva, refletindo melhor as complexidades e a diversidade do mundo de hoje. Apesar das críticas e dos obstáculos que enfrenta, ainda é um dos poucos lugares onde as nações podem se reunir, dialogar e tentar encontrar soluções para os desafios globais.


Escrito por Alanis Dandolini

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