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Política externa feminista em prática: o caso da Suécia e os impactos da maior participação feminina na política

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    Geo Expand
  • há 20 horas
  • 10 min de leitura

Uma abordagem que busca integrar a igualdade de gênero à política internacional, transformando prioridades, estruturas de poder e a atuação dos Estados no cenário global.



Durante grande parte da história, a política internacional foi dominada por homens e por uma lógica centrada na guerra, na competição e na defesa de interesses nacionais. A presença feminina nesses espaços era limitada, e as experiências das mulheres raramente eram consideradas relevantes para a tomada de decisões globais. No entanto, nas últimas décadas, movimentos feministas e organizações internacionais passaram a questionar esse modelo, defendendo a ideia de que igualdade de gênero não é apenas uma questão social, mas também uma questão política e internacional.


Nesse contexto, surgiu o conceito de política externa feminista, uma abordagem que propõe colocar os direitos das mulheres e a igualdade de gênero no centro das relações internacionais. Essa perspectiva parte da ideia de que a desigualdade de gênero está relacionada a problemas globais como pobreza, violência, guerra e exclusão social.


O caso mais emblemático dessa proposta foi a decisão da Suécia, em 2014, de adotar oficialmente uma política externa feminista, tornando-se o primeiro país do mundo a estruturar sua diplomacia com base em princípios feministas. Essa iniciativa buscava promover a paz, a segurança e o desenvolvimento sustentável por meio da igualdade de gênero e da participação feminina na política.


Este artigo analisa o conceito de política externa feminista a partir do caso sueco, avaliando sua aplicação prática, seus resultados concretos e seus limites. Também discute a relação entre maior presença de mulheres em espaços de poder e mudanças na agenda política, além de refletir sobre as críticas e possibilidades de replicação desse modelo em outros contextos.

Celebração do Dia Nacional da Suécia, o feriado é comemorado anualmente em 6 de junho. A data marca a eleição do Rei Gustav Vasa em 1523, que estabeleceu a Suécia como um estado independente.
Celebração do Dia Nacional da Suécia, o feriado é comemorado anualmente em 6 de junho. A data marca a eleição do Rei Gustav Vasa em 1523, que estabeleceu a Suécia como um estado independente.

O Que é Política Externa Feminista? Uma Nova Forma de Fazer Política Internacional


A política externa feminista pode ser definida como uma estratégia governamental que busca integrar a igualdade de gênero e os direitos das mulheres em todas as áreas da política internacional. Isso inclui diplomacia, comércio, cooperação internacional, segurança e direitos humanos.


AFP | O anúncio da Suécia de fazer uma política exterior feminista é inédito na diplomacia
AFP | O anúncio da Suécia de fazer uma política exterior feminista é inédito na diplomacia

Essa abordagem não significa simplesmente colocar mais mulheres em cargos políticos, mas sim transformar a forma como as decisões são tomadas e quais temas são considerados prioritários.


De acordo com especialistas, a política externa feminista propõe uma mudança na ética da política internacional, questionando estruturas sociais e econômicas que produzem desigualdades de gênero e outras formas de opressão, como racismo, pobreza e exclusão social.


Essa visão está fortemente associada a correntes progressistas, que defendem a ideia de que o Estado deve atuar ativamente para reduzir desigualdades e promover justiça social.


Os Princípios da Política Externa Feminista: Direitos, Representação e Recursos


A política externa feminista da Suécia foi baseada em três princípios fundamentais, conhecidos como os três “R”:


  • Direitos (Rights): Garantir que mulheres e meninas tenham acesso pleno aos direitos humanos, incluindo proteção contra violência e discriminação


  • Representação (Representation): Promover a participação das mulheres em todos os níveis de decisão política e social.


  • Recursos (Resources): Garantir financiamento e apoio econômico para políticas de igualdade de gênero.


Esses princípios foram formalizados em um guia publicado pelo Ministério das Relações Exteriores sueco, que orientava a implementação prática da política externa feminista em diferentes áreas da atuação internacional.


Na prática, isso significava que qualquer decisão diplomática deveria considerar seus impactos sobre as mulheres e sobre a igualdade de gênero.


Painel de discussão em um evento chamado "Shaping Feminist Foreign Policy Conference 2023" (Conferência de Moldagem da Política Externa Feminista 2023).
Painel de discussão em um evento chamado "Shaping Feminist Foreign Policy Conference 2023" (Conferência de Moldagem da Política Externa Feminista 2023).

Por Que a Suécia Adotou uma Política Externa Feminista?


A decisão da Suécia de adotar uma política externa feminista não foi aleatória. Ela foi resultado de um longo processo histórico de construção de políticas sociais e de igualdade de gênero.


A Suécia é frequentemente citada como exemplo de Estado de bem-estar social, com políticas públicas voltadas para educação, saúde, proteção social e igualdade de oportunidades. Além disso, o país possui altos níveis de participação feminina na política.


Em 2014, o governo sueco, liderado por partidos de centro-esquerda, declarou que sua política externa seria feminista, colocando a igualdade de gênero no centro de suas relações internacionais.


Tobias Billström, ex-Ministro das Relações Exteriores da Suécia do Partido Moderado.
Tobias Billström, ex-Ministro das Relações Exteriores da Suécia do Partido Moderado.

Essa decisão foi defendida como uma resposta à discriminação e à desigualdade enfrentadas por mulheres em todo o mundo.


A Importância da Liderança Feminina: O Papel das Mulheres no Poder


Um dos fatores mais importantes para a implementação da política externa feminista foi a presença de mulheres em posições de liderança política.


A ministra das Relações Exteriores da Suécia em 2014, Margot Wallström, foi uma das principais responsáveis pela criação dessa política. Ela defendia que a igualdade de gênero deveria ser tratada como uma questão central da política internacional, e não apenas como um tema secundário.


AFP | Política sueca Margot Wallström, que atuou como Ministra das Relações Exteriores da Suécia. Wallström é reconhecida por ter implementado a primeira "política externa feminista" do mundo durante sua gestão.
AFP | Política sueca Margot Wallström, que atuou como Ministra das Relações Exteriores da Suécia. Wallström é reconhecida por ter implementado a primeira "política externa feminista" do mundo durante sua gestão.

Pesquisas indicam que a presença de mulheres em posições de poder pode contribuir para a criação de agendas políticas mais voltadas para direitos humanos, educação, saúde e proteção social.


Isso não significa que todas as mulheres governem da mesma forma, mas sim que a diversidade de experiências pode ampliar o debate político e trazer novas prioridades para a agenda pública.


Como a Política Externa Feminista Foi Aplicada na Prática


A política externa feminista da Suécia não ficou apenas no discurso. Ela foi aplicada em diferentes áreas da política internacional. Entre as principais ações implementadas, destacam-se:


Financiamento de Programas de Igualdade de Gênero:

A Suécia aumentou o financiamento para projetos voltados ao empoderamento feminino em países em desenvolvimento, incluindo programas de educação, saúde e combate à violência contra mulheres. Esses investimentos foram considerados uma forma de promover desenvolvimento sustentável e reduzir desigualdades sociais.


Defesa dos Direitos Reprodutivos:

Outro aspecto importante da política externa feminista foi a defesa dos direitos sexuais e reprodutivos das mulheres, incluindo acesso a serviços de saúde e planejamento familiar. Essa posição gerou debates e críticas em alguns países, especialmente em contextos mais conservadores.


Participação Feminina em Processos de Paz:

A Suécia também incentivou a participação de mulheres em negociações de paz e resolução de conflitos. Estudos mostram que a inclusão de mulheres em processos de paz pode aumentar a probabilidade de acordos duradouros e reduzir a violência.


Magdalena Andersson, política sueca e ex-primeira-ministra da Suécia. Andersson fez história ao se tornar a primeira mulher a assumir o cargo de primeira-ministra da Suécia em novembro de 2021.
Magdalena Andersson, política sueca e ex-primeira-ministra da Suécia. Andersson fez história ao se tornar a primeira mulher a assumir o cargo de primeira-ministra da Suécia em novembro de 2021.

Os Resultados da Política Externa Feminista: Avanços e Transformações


A política externa feminista da Suécia produziu diversos resultados concretos, tanto no país quanto no cenário internacional.


Entre os principais avanços, destacam-se:


Maior visibilidade da igualdade de gênero na política internacional

A iniciativa sueca inspirou outros países a adotar políticas semelhantes, incluindo Canadá, França, México e Espanha.

Hoje, vários governos reconhecem a igualdade de gênero como um tema central da política externa.


Mudanças na agenda política global

A política externa feminista contribuiu para ampliar o debate sobre temas como:


● violência contra mulheres

● desigualdade salarial

● acesso à educação

● participação política feminina


Esses temas passaram a ser discutidos em fóruns internacionais, como a Organização das Nações Unidas.


Fortalecimento da cooperação internacional

A política externa feminista também incentivou parcerias entre governos e organizações da sociedade civil, promovendo projetos de desenvolvimento social e igualdade de gênero.


Swedish Women's Lobby | Suecas protestaram contra a diferença entre os salários pagos para homens e mulheres
Swedish Women's Lobby | Suecas protestaram contra a diferença entre os salários pagos para homens e mulheres

A Relação Entre Participação Feminina e Mudança na Agenda Política


Um dos argumentos centrais da política externa feminista é que a presença de mulheres em posições de poder pode transformar a agenda política. Essa ideia está baseada na noção de que as experiências de vida influenciam as prioridades políticas.


Por exemplo, mulheres tendem a ter maior preocupação com:

● saúde

● educação

● proteção social

● direitos humanos

● combate à violência


Isso não significa que homens não se preocupem com esses temas, mas sim que a diversidade de perspectivas pode enriquecer o debate político.


Ann Linde, ex-Ministra das Relações Exteriores da Suéciade 2019 a 2022. A foto foi tirada durante uma visita oficial ao Irã em 2022.
Ann Linde, ex-Ministra das Relações Exteriores da Suéciade 2019 a 2022. A foto foi tirada durante uma visita oficial ao Irã em 2022.

Críticas à Política Externa Feminista: Limites e Contradições


Apesar dos avanços, a política externa feminista também recebeu críticas, inclusive dentro do próprio movimento feminista.


Discurso Sem Mudança Estrutural

Alguns especialistas argumentam que a política externa feminista pode se tornar apenas uma estratégia simbólica, sem mudanças reais nas estruturas de poder, ou seja, o governo pode defender a igualdade de gênero em discursos internacionais, mas continuar reproduzindo desigualdades econômicas e sociais.


Feminismo Liberal vs Feminismo Radical

Outra crítica é que a política externa feminista da Suécia foi baseada em uma visão liberal do feminismo, focada na igualdade de oportunidades, mas sem questionar profundamente o sistema econômico.


Correntes feministas de esquerda defendem que a desigualdade de gênero está ligada ao capitalismo e à exploração econômica.


Nesse sentido, políticas feministas deveriam incluir:

● redistribuição de renda

● proteção trabalhista

● combate à pobreza

● acesso universal a serviços públicos


O Fim da Política Externa Feminista em 2022

Em 2022, a Suécia decidiu encerrar oficialmente sua política externa feminista após mudanças no governo. Essa decisão foi interpretada por alguns analistas como um retrocesso político e uma vitória de forças conservadoras. No entanto, pesquisadores afirmam que o impacto da política externa feminista continua influenciando debates e práticas diplomáticas, mesmo após sua revogação


Composição dos ministérios do novo governo conservador não tem mais paridade de gênero do período social-democrata sueco — Foto: JONATHAN NACKSTRAND/AFP
Composição dos ministérios do novo governo conservador não tem mais paridade de gênero do período social-democrata sueco — Foto: JONATHAN NACKSTRAND/AFP

Pode Esse Modelo Ser Aplicado em Outros Países?


A replicação da política externa feminista em outros países depende de diversos fatores, incluindo:

● cultura política

● nível de desigualdade social

● participação feminina na política

● recursos econômicos

● apoio da sociedade


Países com altos níveis de desigualdade e violência podem enfrentar maiores desafios para implementar esse modelo.


Por outro lado, a política externa feminista pode ser adaptada a diferentes contextos, desde que respeite as características sociais e culturais de cada país.


A política externa feminista ainda é um conceito relativamente recente, mas já está influenciando debates políticos em todo o mundo. Nos próximos anos, é provável que essa abordagem continue evoluindo, incorporando novas demandas sociais e respondendo a desafios globai. Esses temas afetam especialmente mulheres e populações vulneráveis, tornando a igualdade de gênero uma questão central para o desenvolvimento sustentável.


Da Experiência Internacional à Realidade Brasileira: Por Que Falar Sobre Política Feminista Hoje é Urgente


Ao longo deste artigo, foi possível entender como a política externa feminista, especialmente no caso da Suécia, mostrou que a participação das mulheres na política pode trazer mudanças importantes na forma como governos lidam com temas como direitos humanos, igualdade e segurança. Também foi possível perceber que criar políticas voltadas para mulheres não resolve todos os problemas automaticamente, mas pode abrir caminhos para uma sociedade mais justa e consciente.


Essas reflexões não ficam apenas no campo da teoria ou da experiência de outros países. Elas se conectam diretamente com a realidade que estamos vivendo hoje no Brasil. Nos últimos anos, temos acompanhado um aumento preocupante nos casos de feminicídio e de violência contra mulheres, o que mostra que ainda existe um longo caminho a ser percorrido para garantir proteção, respeito e igualdade.


Nesse contexto, a criação da Lei nº 14.994/2024, conhecida como a nova lei da misoginia, representa um avanço importante. Essa lei mostra que o Estado reconhece a gravidade da violência contra mulheres e busca fortalecer o combate a esse problema. No entanto, também fica claro que apenas criar leis não é suficiente, é preciso investir em educação, prevenção e políticas públicas que realmente protejam as mulheres no dia a dia.


Relacionar o caso da Suécia com a situação do Brasil ajuda a entender que a presença feminina na política e a discussão sobre igualdade de gênero são fundamentais para enfrentar esses desafios. Quando mulheres participam mais das decisões políticas, temas como violência doméstica, segurança e direitos das mulheres passam a receber mais atenção e prioridade.


Além disso, é importante destacar que este artigo foi escrito por uma mulher. Isso significa que falar sobre feminismo, violência de gênero e participação feminina na política não é apenas um tema de estudo, mas também uma forma de expressar preocupação com a realidade que muitas mulheres vivem todos os dias. Escrever sobre esse assunto é uma maneira de dar visibilidade a problemas reais e contribuir para a conscientização da sociedade.


Portanto, discutir política externa feminista e igualdade de gênero não é apenas olhar para experiências internacionais, mas também refletir sobre o presente e o futuro do nosso próprio país. Em um momento em que a violência contra mulheres ainda é uma realidade crescente, divulgar esse tema, estudar essas políticas e compartilhar esse conhecimento se torna uma atitude importante, especialmente quando parte da voz de uma mulher que decidiu pesquisar, escrever e se posicionar sobre essa questão.


Caminhada pelo Dia Internacional da Mulher, em São Leopoldo, região metropolitana de Porto Alegre. Foto - Thales Ferreira/Mídia Ninja
Caminhada pelo Dia Internacional da Mulher, em São Leopoldo, região metropolitana de Porto Alegre. Foto - Thales Ferreira/Mídia Ninja






Sobre o artigo

Este artigo analisa a política externa feminista como uma abordagem inovadora nas relações internacionais, explorando seus princípios, aplicações práticas, impactos globais e desafios. A reflexão também conecta a experiência internacional ao contexto brasileiro, destacando a relevância do tema para o debate sobre igualdade de gênero, direitos humanos e desenvolvimento social.


Autoria

Sabrina Lucena


Referências

BBC NEWS BRASIL. Política externa feminista: como funciona o modelo adotado pela Suécia. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/06/150624_politica_exterior_feminista_suecia_rm. Acesso em: 3 abr. 2026.

BBC NEWS BRASIL. Por que a Suécia reconheceu o Estado palestino e o que isso significa. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/internacional-39023922. Acesso em: 3 abr. 2026.

FUNDAÇÃO HEINRICH BOELL. Política externa feminista: essencial para um mundo mais seguro e justo. Disponível em: https://br.boell.org/pt-br/2019/03/01/politica-externa-feminista-essencial-para-um-mundo-mais-seguro-e-justo. Acesso em: 3 abr. 2026.

BRASIL. Presidência da República. Lei nº 14.994, de 9 de outubro de 2024. Altera o Código Penal e estabelece medidas para prevenir e coibir a violência contra a mulher. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/CCIVIL_03/_Ato2023-2026/2024/Lei/L14994.htm. Acesso em: 3 abr. 2026.

LIMA, Gabriela Rabello de; VÁSQUEZ, Consuelo. O gênero nos modelos de política externa feminista implementados de 2014 a 2022. Revista Gênero, Niterói, 2025. Disponível em: https://periodicos.uff.br/revistagenero/article/view/62145. Acesso em: 3 abr. 2026.

NEXO JORNAL. Política externa feminista: críticas e contradições. Disponível em: https://www.nexojornal.com.br/relacoes-internacionais-politica-externa-feminista-criticas-contradicoes. Acesso em: 3 abr. 2026.

O GLOBO. Fim da diplomacia feminista: novo governo sueco não adotará mais política da qual foi pioneiro. Disponível em: https://oglobo.globo.com/mundo/noticia/2022/10/fim-da-diplomacia-feminista-novo-governo-sueco-nao-adotara-mais-politica-da-qual-foi-pioneiro.ghtml. Acesso em: 3 abr. 2026.

O POPULAR. Suécia acaba com diplomacia feminista e Ministério do Meio Ambiente. Disponível em: https://opopular.com.br/mundo/suecia-acaba-com-diplomacia-feminista-e-ministerio-do-meio-ambiente-1.2544091. Acesso em: 3 abr. 2026.

RFI; UOL. Quem é Magdalena Andersson, primeira mulher à frente do governo da Suécia. Disponível em: https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/rfi/2021/11/24/quem-e-magdalena-andersson-primeira-mulher-a-frente-do-governo-da-suecia.htm. Acesso em: 3 abr. 2026.

REVISTA VEJA. Suécia abandona sua pioneira política externa feminista. Disponível em: https://veja.abril.com.br/mundo/suecia-abandona-sua-pioneira-politica-externa-feminista. Acesso em: 3 abr. 2026.

REVISTA VEJA SÃO PAULO. Protesto contra feminicídios reúne manifestantes na Avenida Paulista. Disponível em: https://vejasp.abril.com.br/cidades/protesto-contra-feminicidios-reune-manifestantes-na-avenida-paulista/. Acesso em: 3 abr. 2026.

VERMELHO. Suécia: é possível aliar desenvolvimento com direitos trabalhistas. Disponível em: https://vermelho.org.br/2018/12/19/suecia-e-possivel-aliar-desenvolvimento-com-direitos-trabalhistas/. Acesso em: 3 abr. 2026.


Nota editorial

As opiniões expressas neste artigo são de responsabilidade da autora e não refletem necessariamente a posição de instituições às quais esteja vinculada.


 
 
 

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